6 de Fevereiro de 2010

Born to be Wild

Estou rodeada de pessoas que sabem coisas, que dizem e vivem coisas com sentido. Já eu, não. Eu sou uma ignorante e tenho consciência disso. Esta máscara não passa de uma forma de me sentir diferente, para melhor. Porque se calhar não sou assim tão inteligente. Porque se calhar não tenho nada para dar ao mundo. E essa sensação de burrice e ignorância leva-me a fazer asneiras. Que me tornam mais burra e ignorante, ainda.
O problema das asneiras que faço é simples medo. Tem dias que eu nem me tenho em má conta, e esses dias vêm, normalmente, acompanhados de boas decisões e responsabilidade.
No verso da medalha olho para o fundo de mim mesma e fujo a correr. Pura filosofia existencialista, já dizia o Prof. Dr. Pedro Calafate.
Verdade seja dita. Estou rodeada de pessoas que sabem coisas, que dizem coisas e vivem coisas com sentido. E é mais simples encostar-me a elas. Um encosto. É o que sou, por vezes. Um complicado e pesado encosto.
Ontem estive com uma artista. Uma verdadeira artista. Daquelas que vivem de forma Boémia e que eu imagino a morrer cedo, numa casa a cair, rodeada de pessoas que fazem asneiras à procura de super-orgasmos, por muito triste que seja.
Esta pessoa cheia de talento fez-me ver uma série de coisas sobre mim que, por comodismo, prefiro não ver. Lá está o tal encosto. Esta pianista fez-me ver que sou uma metade, à procura de preencher espaços.
Ela sabe coisas e diz coisas com sentido. Já a forma como as vive deixa muito a desejar.
É por isso que eu não quero Gelatinas na minha vida, por muito bem que toquem piano. Para ignorante já basto eu.

3 de Fevereiro de 2010

Grande merda

Hoje, via MSN, recebi um vírus de várias pessoas. Quando dei por mim estava a enviar o vírus a todos os meus contactos. Fiquei de tal forma nervosa que comecei a vomitar. Coisa que me acontece com frequência quando algo não está bem. E ultimamente muita coisa não está bem. Há dias em que nem as coisas boas estão bem.

Eu só queria dormir umas horas. Comer alguma coisa sem ir a correr para a casa de banho. Matar este vírus nojento.
Foda-se mais à merda dos computadores, tecnologias e afins. Também não há nada que não me aconteça.

29 de Janeiro de 2010

Relação… estranha qb.

F: Adorava saber porque é que se discute tanto o orçamento de estado, se o estado não tem orçamento.
Eu: Ainda bem que estás melhor…
F: Isso quer dizer que já te posso levar ao cinema?
Eu: Eu é que te vou levar ao cinema!
F: Ou seja… és tu que pagas o bilhete?
Eu: Não. O estado não tem orçamento.

Hoje

Levantei-me por volta das 7:00.
Fui à internet.
Vi se lá estavam os horários do 2º semestre.
Estavam.
Escrevi este post.
Voltei para a cama.
Há dias em que aquele-que-está-sentado-à-direita-do-pai olha para mim e diz toma lá um xupa-xupa que tu até és boa pessoa. E depois há os dias quem que me vira as costas e profere baixinho as palavras bitch fica lá em casa a carpir para ver se me importo.

Não faz mal. Amanhã compro eu um xupa-xupa para mim. Também não posso ter qualquer influência perto de alguém em quem não acredito.

27 de Janeiro de 2010

Hollywood

O que é que a Marion, a Emily e a Eva têm, que a Angelina Jolie e Megan Fox não têm?
Tipo, tudo.

(e não sei que post é este mas tinha de levantar o astral do blog. Nem que fosse de uma forma desesperada e um bocadinho a dar para o parva, como esta )

Afinal qual é o fascínio pela mulher dos lábios que são grandes demais, e pela… outra que luta contra Transformers?

22 de Janeiro de 2010

Eu chamo-me Meredith e num belo dia conheço um belo médico chamado Derek (é mais uma estudante de medicina, mas vamos fingir que é assim. Sigam o meu raciocínio).
Ele apareceu com o seu cabelo maravilho e a sua conversa do olhem-para-mim-que-sou-feliz-e-simpático-e-querido-e-podemos-ser-amigos, e eu pimbas, caí na conversa que nem uma estúpida. E pronto apaixonei-me e fui feliz com o Derek até… bem, todos sabem. Até ao instante em que aparece alguém que, de um momento para o outro, vai deixar as coisas do avesso. Neste caso uma amiga que também se apaixonou, ou sei lá, por ele e, para melhorar tudo, uma primeira paixão que ele teve no inicio dos tempo, ainda não se tinha cruzado ele no meu caminho, também decidiu aparecer.
Despachada a amiga e a primeira paixão, eu e ele voltamos à felicidade do costume.
Não seria eu a perfeita Meredith desta história se não fosse complicada, chata, dramática, carente e resumindo: dark and twisted, sem qualquer perspectiva de futuro, e também sem vontade de ter, de facto, uma perspectiva para o futuro. Meredith por quem este príncipe encantado se foi apaixonar. Meredith que pensa nas mil razões que podem existir para desistir dele. E de facto desisti. Mil vezes, e mil vezes depois ele vinha de sorriso deslumbrante atrás de mim. E mil vezes me magoava. E mil vezes eu ficava de rastos. E é precisamente nesta parte da história magnífica da minha vida que entra a Cristina, a minha pessoa, como não poderia deixar de ser, que me grita a toda a hora aos ouvidos que ele não me merece, enquanto eu aos poucos me ponho em pé e digo baixinho que não o mereço a ele (ela, ainda não se esqueceram que é a minha história, pois não?).
Tantas inseguranças e complicações fizeram com que nos estivéssemos sempre a separar. Tal como na série, e tal como na séria voltávamos a ficar juntos. E foi assim, temporada atrás de temporada. Conheci a mãe dele, tive problemas com a mãe dele, deixei de ter problemas com a mãe dele, tive problemas com o melhor amigo Mark, que por sinal também ele lindo de morrer e deixei de ter problemas com o Mark. Até que o Derek pede a Meredith em casamento e ela foge de vez. Pois é. Depois da mãe, do Mark, da linda e simpática primeira paixão Addison, eu deixo o Derek mais o seu cabelo a esvoaçar, e vou embora. Já lá vão 5 meses.

Hoje estive com o Derek. E o Derek que eu vi hoje não tinha o cabelo maravilhosamente nutrido, nem o seu sorriso perfeito, nem era o Neurocirurgião brilhante que me fez parar de respirar quando o vi pela primeira vez naquele bar (foi mais no El Corte Inglês).
Não, porque o Derek que eu conheci não tinha uma qualquer doença esquisita no sangue que ninguém sabe quando vai parar de evoluir, ou se vai parar sequer, nem passava o dia na cama porque simplesmente não se conseguia levantar, nem me deixava vê-lo naquele estado. Porque é suposto a Meredith ser a frágil, não o Derek. Porque foi a Meredith que suportou a Adisson Montgomery-Shepherd-olhem-como-sou-ruiva-e-gira-e-inteligente.
Por isso explica-me Derek. Explica-me o que tenho de fazer agora. Explica-me porque tenho medo. Diz-me onde tenho de colar o penso da Hello Kitty para que fiques bom. Explica-me (e não desistas).

19 de Janeiro de 2010

It's just some little thing

16 de Janeiro de 2010

Tenho uma vaga lembranças dos tempos em que via 30 episódios da Anatomia de Grey seguidos. Eram uma desculpa para ficar acordada. Assim não podia culpabilizar o facto real de não conseguir dormir.
Uns anos antes da Anatomia, talvez por não saber reagir de forma madura aos tropeções da vida, fiquei plantada durante horas, dia após dia, naquela janela… a ver os outros. Tinha uns sonhos estranhíssimos mas pelo menos dormia.
Tempos antes da janela e dos sonhos esquisitos via filmes da Disney e brincava com uma rapariga uns anos mais velha, na aldeiazeca da minha avó. Ao fundo ouvia a música que vinha da banda que tocava na festa. Era assim que ficava acordada.
Anos antes da aldeia eu era, provavelmente, apenas um pensamento da minha mãe, que viria a querer ter filhos um dia.



Depois há dias em que gostava de ser um bocadinho menos complicada.

Mas primeiro vou dormir umas horas.