Pelos meus cálculos, que admito nunca terem sido maravilhosos, agora só voltaria ao Porto em Agosto. Pois. Terrível a minha matemática, como sempre.
A minha amiga C. vai casar e eu fui convidada. Como amiga e como “família”. Porque o noivo é irmão da minha madrasta (muito pouco) má.
A C. foi quem num fatídico dia de muito riso, me pôs, assim sem mais nem menos, a falar ao telefone com aquela que viria a ser a minha namorada durante 3 anos. A C. tem uma casa maravilhosa, digna do sonho de qualquer mulher, e um futuro marido que acima de tudo a ama e a respeita. A C. tem vinte e poucos anos e vai casar com o homem que a faz feliz, e eu só posso desejar o melhor do mundo para os dois.
A C., por mil motivos e mais alguns é importante para mim.
Hoje a minha ex-namorada telefonou-me.
Como grande amiga da noiva, e como parte importante e presente da sua felicidade, ela também estará no casamento. Claro, Deus é grande, já dizia a minha avózinha.
Ok, vamos fazer contas. Eu, a minha muito recente ex-namorada, o meu pai a minha madrasta e a minha irmã, um casamento, muitas pessoas, eu, a minha ex com um vestido lindo, o meu pai a fazer conversa com a aluna de Medicina que “costuma ficar uns dias lá em casa”, a minha irmã a perguntar quem é aquela dos olhos claros que estava a falar comigo, o Never Think do Pattinson a passar na minha cabeça, um casamento, pessoas a celebrar o amor, e eu de novo na cidade que não quero ver.
Malditas contas. Porque é que nunca soam bem?
Mas até lá muita coisa acontece.
(espero eu)